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Após atuação do SINDSEMP-RJ, supervisora acusada de assédio é exonerada do cargo

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Foi exonerada do cargo de servidora extraquadro uma supervisora que foi alvo de representação coletiva encabeçada pelo SINDSEMP-RJ e apresentada à Secretária-Geral em dezembro de 2025. A exoneração foi comemorada por diversos colegas que eram supervisionados pela servidora e viviam sob um regime de rígido controle e autoritarismo.

A representação ocorreu após atuação estratégica da diretoria do SINDSEMP-RJ na luta por um ambiente de trabalho saudável. Foi preciso reunir diversos servidores vítimas das práticas abusivas para construir uma denúncia formal repleta de relatos que confirmavam entre si a situação de desrespeito vivida.

De acordo com os relatos, eram práticas comuns o microgerenciamento da rotina dos servidores, que ia do tempo de ida ao banheiro ao horário de almoço. As situações abusivas também atingiam terceirizados, que temiam a servidora.

De acordo com Vinicius Zanata, que recebeu as denúncias e organizou a formação do grupo de vítimas do assédio da supervisora, só foi possível avançar a partir da coragem de cada colega e da parceria estratégica com o projeto Acolher, da Assemperj, e o Escritório Cezar Britto:

Foi um trabalho coletivo que primeiro acolheu e depois encorajou. Uma ação estratégica, nos moldes do movimento #MeToo, que não deixa espaço para que a Administração alegue falta de provas, pois as vítimas possuem relatos consonantes. Por isso, insistimos que os colegas devem procurar o sindicato sempre que estiverem vivenciando ou testemunhando situações de assédio moral, sexual ou discriminação. Ainda que não resulte em denúncia, a chefia assediadora pode ser contumaz, e a informação é valiosa para construirmos um histórico que poderá ser aproveitado futuramente”, afirma Zanata.

O presidente chama atenção ainda para o fato de a servidora ser extraquadro e jamais poder exercer a função de supervisora, posto restrito a servidores efetivos, o que denota conivência:

Após mais de 15 anos na função, os relatos são de alguém que se ‘encastelou’ nesse micropoder que lhe conferiram e atuava com mais autoridade do que as próprias chefias imediatas, inclusive com alguma conivência das estruturas da Administração, vale dizer. Não por acaso, a servidora já tinha, inclusive, a Medalha Annibal Frederico, a maior honraria conferida aos servidores. É como se o MPRJ premiasse tais condutas, o que é bastante assustador!

O SINDSEMP-RJ continua firme nesta luta em defesa dos servidores e por um ambiente de trabalho digno e respeitoso. Não é normal adoecer. Não naturalize seu sofrimento. Assédio não é uma questão de personalidade da chefia, é uma ilicitude!