O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro solicitou o afastamento do presidente interino do Rioprevidência, em mais um desdobramento das apurações sobre a gestão dos recursos previdenciários do estado.
O pedido tem como base um ofício do Conselho Fiscal da autarquia, atualmente presidido pelo dirigente do SINDSEMP-RJ, Vinicius Zanata, e que aponta indícios de irregularidades em investimentos realizados pelo instituto.
De acordo com o documento, o Rioprevidência realizou aportes de R$ 118 milhões em fundos ligados a instituições financeiras não credenciadas, contrariando normas internas que exigem habilitação prévia como requisito básico de segurança e transparência.
As aplicações ocorreram em dezembro de 2025, mesmo após alertas anteriores de órgãos de controle sobre riscos na condução dos investimentos, incluindo o caso do aporte bilionário no Banco Master.
O ofício do Conselho Fiscal destaca que a ausência de credenciamento adequado expõe o patrimônio previdenciário a riscos jurídicos, operacionais e reputacionais, além de indicar fragilidades nos critérios de seleção das instituições financeiras.
Com base nesses elementos, o MPRJ entendeu haver indícios suficientes para solicitar o afastamento do dirigente, no âmbito das investigações sobre possíveis irregularidades na gestão do fundo.
O caso reforça preocupações com a governança do Rioprevidência e a segurança dos recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores públicos.
O SINDSEMP-RJ reafirma que a gestão dos recursos previdenciários deve seguir critérios rigorosos de transparência, controle e responsabilidade. Diante dos indícios apontados, é fundamental a apuração dos fatos, com responsabilização dos envolvidos e a adoção de medidas que garantam a proteção do patrimônio dos servidores e servidoras.