A luta por concursos públicos, em defesa da valorização dos servidores de carreira e a cobrança por uma administração pública menos subordinada a interesses políticos levaram trabalhadores de diversas categorias estaduais às ruas do Centro do Rio nesta última terça-feira (09/06). Mobilizado no ato “Faxina Geral do estado”, organizado pelo Fórum Permanente de Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (FOSPERJ), o SINDSEMP-RJ se juntou às entidades sindicais, que ocuparam a região do Fórum Central para demonstrar apoio às recentes mudanças promovidas na estrutura administrativa do Estado e defender o fortalecimento das carreiras efetivas no serviço público.
Com vassouras nas mãos, os servidores realizaram uma intervenção simbólica que associou o atual momento político à necessidade de promover mudanças na máquina pública fluminense. A mobilização também incluiu uma encenação crítica sobre episódios que marcaram a crise política e administrativa do estado nos últimos anos.
No âmbito do MP, a avaliação do SINDSEMP-RJ é que ampliar a presença de concursados em espaços de decisão contribui para garantir maior continuidade administrativa, preservar a memória institucional dos órgãos públicos e reduzir a influência de interesses políticos sobre áreas estratégicas do Estado.
“Esse ato pra gente tem um gosto especial. A luta em defesa do servidor público concursado, do servidor que está todos os dias no seu local de trabalho garantindo o funcionamento do Estado é uma pauta que vai de encontro ao que cobramos dentro do MP. A faxina feita pelo governador Ricardo Couto demonstra que é possível mudar a lógica da administração pública e devolver dignidade às carreiras do Estado”, afirmou Vinicius Zanata, presidente do SINDSEMP-RJ.
Os servidores aproveitaram a mobilização para chamar atenção para outro problema que afeta o funcionalismo: o avanço do endividamento entre os servidores estaduais, especialmente dos que integram o Executivo e aguardam, há mais de uma década, o pagamento das parcelas atrasadas da recomposição salarial, prometidas no governo Cláudio Castro. Entidades representativas alertam que anos de perdas salariais e reajustes insuficientes levaram muitos servidores e servidoras a recorrer ao crédito consignado para complementar a renda e cobrir despesas básicas.